Revista Mensal


   Edição 119 - dezembro 2014

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Capa: Lição de casa... Uma tarefa...

Por Isabel Cristina Hierro Parolin

Antes de tudo, um desabafo 
Ao receber o convite para escrever sobre o tema tarefa de casa, ou lição de casa, ou ainda, dever de casa (a forma de chamar varia de região para região), pensei que teria um espaço para repensar a aprendizagem, os instrumentos e formas de encaminhar esse processo. Confesso que fiquei meio encabulada de pesquisar esse tema diante de outros tão chamativos e interessantes, como a biodiversidade na educação, as mudanças que os educadores precisam promover diante da visão de ser cósmico etc. Mas, após fazer uma revisão bibliográfica, decidi pesquisar o tema junto aos atores que compõem o processo de aprender e ensinar em busca de inspiração para dar início ao artigo.

Fiquei perplexa e muito intrigada diante da complexidade do assunto que encontrei junto aos profissionais comprometidos com educação e aprendizagem. Minha surpresa foi aumentando à medida que comecei a pesquisar junto às famílias. Tanto as crianças e os adolescentes quanto seus familiares e, ainda, os professores e profissionais da escola, vivem desencontros significativos diante da lição de casa. Ouvi depoimentos que me fizeram pensar e repensar sobre conceitos e concepções de mundo, homem e aprendizagem. Precisei recorrer aos especialistas da Educação para reorganizar aspectos teórico/práticos que envolvem o tema no cotidiano escolar e doméstico.

A diversidade e incompreensão que encontrei diante desse interessante e valioso instrumento de aprendizagem, que é a lição de casa, e que acaba causando tanta emoção e desencontros, mobilizou meu interesse para escrever pautada nesses depoimentos, por entender que eles poderiam estar mais próximos dos meus leitores. Deixei de lado as citações bibliográficas, apesar dos autores permanecerem bordejando minhas reflexões, e dei ênfase aos depoimentos por querer tratar o tema da forma mais simples e precisa possível. Entendo que toda prática tem uma teoria que a fomenta, apesar dela nem sempre ser clara e desejável. Gostaria muito que esse artigo provocasse reuniões para discussão e mudanças no comportamento e na forma de pensar dos educadores.

Para disparar uma reflexão 
Envolvida pelo tema e já querendo começar a estudá-lo, encontrei um jovem no elevador e perguntei, casualmente, se estava tudo bem. Parecendo querer me provocar, ou sabendo o que estava me mobilizando, ele respondeu:

- Hoje tô louco! Tenho muita tarefa de casa. Só de Química tenho da página 47 até a 61.

- E a tarefa é sobre o quê?, perguntei já excitada.

- Nem sei, ainda não comecei a fazer.

- Mas a professora não disse? Vocês não discutiram sobre o conteúdo?

- É pra terminar a unidade... Estamos atrasados.

Escolhi cinco casos-situações, por mim vividos no desempenho do meu papel de psicopedagoga e que me provocaram reflexivamente. Divido essas pequenas histórias e as decorrentes aprendizagens que elas me provocaram como forma de ilustrar o tema. 
1. Perguntei para um menino que acaba de entrar em meu consultório:
- Como foi sua semana?

- Ótima, aliás, melhor impossível. A professora ficou doente e a substituta dela não deu lição pra casa nenhum dia!

- E isso é bom?, perguntei.

- Excelente! Assim posso ficar sossegado em casa, sem me preocupar e sem preocupar meus pais, respondeu-me o garoto.

2. Ainda no consultório, porém em outra situação, uma mãe desabafou:
“Não agüento mais fazer as lições com minha filha. Brigamos, gritamos e não nos entendemos. Ela não quer fazer os exercícios, erra tudo e quando eu apago e mando-a fazer de novo ela fica histérica. Quando tem de escrever, então, Deus me livre de tamanho castigo! Preciso que você me indique uma professora particular para fazer as tarefas de casa com ela, antes que eu enlouqueça.”

3. Trabalhando com pais, em uma palestra, uma mãe pegou o microfone e perguntou: “O que se deve fazer quando um jovem não faz as tarefas de jeito nenhum? Veja, estou dizendo: “de jeito nenhum!”(leia-se com tom de voz alterado). E a escola tira dois pontos na média se o aluno não apresenta as tarefas feitas.”

4. Em outra situação, fazendo supervisão em uma escola, a professora segredou-me, com o claro intuito de sondar o meu posicionamento diante do pressuposto construído pela escola:

- Aqui na escola combinamos que, quando uma criança não faz suas tarefas, ela fica sem aula especial e faz as tarefas nesse horário. Ela não merece aula especial se não cumpriu com suas obrigações... É a forma que temos de castigá-los.

- E por que no horário da aula especial?, quis saber.

- Por que eles adoram essas aulas.

- Então a forma que vocês acharam de responsabilizá-la com as tarefas foi o castigo de perder uma aula ”boa”... É essa a intenção?

- Sim, respondeu-me vacilante a professora.

- E como você quer que seu aluno faça as tarefas de bom grado e com prazer se você mesma a considera um castigo?

5.Uma professora, em meio ao desenvolvimento de um trabalho com professores daquela rede de ensino, à queima- roupa, perguntou-me:

- E se a mãe, porque pai não tem mesmo, não souber ajudar o filho nas tarefas de casa? E se o filho, apesar de tudo, souber mais que a mãe? Quem vai ajudá-lo nas tarefas?

Curiosa, perguntei:

- E sempre eles precisam de ajuda?

- Claro, respondeu-me a professora. Eles raramente sabem fazer as tarefas.

- E por que você propõe essa atividade para casa, já que sabe de antemão que é difícil e que os pais não podem ajudar?

Vacilante a professora olhou para as colegas e disse:

- Sei lá. Combinamos as tarefas e damos... Achamos que será bom para eles... que vai ajudar na aprendizagem.

- E ajuda mesmo?

Meio sem graça, a professora concluiu:

- Na verdade, não! Aliás, nem sei por que a gente tem de dar lição pra casa!

Lição de casa – Para quê? 
Diante dos relatos expostos, e reiterando que eles vêm da família, da escola e do aprendiz, analiso o conceito de aprendizagem que está demonstrado neles e o papel da tarefa de casa nesse contexto.

No relato número um, o menino demonstra, com clareza, o quanto são chatas suas tarefas. Ele sabe que essas tarefas incomodam seus pais e a ele próprio, além de passar o entendimento que aprender não deve causar nenhum tipo de incômodo, de trabalho ou de investimento. “Excelente! Assim posso ficar sossegado em casa, sem me preocupar e sem preocupar meus pais.” Ou seja, poderíamos deduzir que o “descuido” da professora substituta gerou sossego e paz no lar do aprendiz em questão. Poderíamos também entender que a professora responsável pela turma passa tarefas para casa por ser responsável pela turma, o que não aconteceu com a professora substituta, que ficou descompromissada com essas tarefas.

Respeitando a proposta de iniciar analisando o “para que da tarefa de casa”, vemos, no segundo relato, que se perguntássemos para essa mãe por que a professora propõe tarefa para casa, ela certamente responderia “para me enlouquecer!”. A dinâmica da mãe, diante das lições que a filha deve fazer e que não está habilitada para corresponder, acaba agravando a situação familiar, a relação entre ambas e, o que é pior, não desenvolve o processo de aprender dessa criança.

A tarefa de casa, nessa situação, torna-se um episódio desagregador, com alta temperatura emocional e que, com certeza, interfere promovendo um desempenho abaixo das possibilidades do aprendiz (no papel de aluno e sujeito que aprende), do filho (que está aprendendo muitas coisas indesejáveis com essa mãe) e da mãe que vive a frustração de perceber-se incapaz diante da dificuldade do filho. Aprender, nesse caso, poderia ser entendido como uma habilidade de passar conteúdos e da criança repetir, até aprender.

Quanta frustração e perda de energia!

No terceiro caso, além do desespero da mãe, igualmente impotente, vemos a inutilidade da lição de casa. O aluno, segundo o relato, não faz a tarefa. Possivelmente por não ver sentido nela, por não entendê-la como sua, ou ainda, talvez, para provocar emoções. Pelo jeito, ele “perde os pontos na nota” e não está ligando para isso. Será que essa “nota” não é algo que existe apenas para os professores e para a mãe? Parece que esse jovem não liga para esse número que lhe é atribuído. O sistema de avaliação para esse aprendiz está sem significado, sem função, assim como suas tarefas e as conseqüências dela. Quem liga para a nota e para a lição feita ou não? Pelo relato, somente a mãe e os professores, pois o jovem parece estar “numa outra....” Aprender, para esse grupo, parece que é tirar uma determinada média.

O quarto relato se explica sozinho. A tarefa de casa é para castigar o aluno. É uma coisa tão chata que os próprios professores não conseguem disfarçar. Parece que ela existe para promover um acerto de contas com o aluno: “já que eu tenho que te agüentar, vou dar uma lição de casa bem difícil ou trabalhosa, para você aprender...” Aprender o quê? Aprender a despotencializar a escola, a professora, o entorno do trabalho de construir conhecimento. A professora, dessa forma, ensina, não só por suas palavras, mas com sua forma de proceder, que debruçar-se sobre uma informação, que fazer um exercício, que ler um texto, é castigo e coisa ruim.

Diante do quinto relato e buscando o “para que” das lições de casa, percebemos dois movimentos claros. Um deles é a falta de objetivo educacional especificado para as tarefas de casa. Elas são dadas porque alguém, que nem se sabe quem, mandou dar. O professor não sabe por que, e o aluno, certamente, também não. Outro motivo deve ser para unir a família, fazer que a mãe participe e ajude seu filho. Ambos equivocados, se entendermos que a lição de casa faz parte do processo de aprender e do rol das tarefas escolares.

Lição de casa - Tarefa de quem? 
Retomo o relato número um para refletir a partir da pergunta proposta para esse espaço.

No relato número um, a ausência de tarefa de casa tem três beneficiários e destinatários: o felizardo aluno, a professora substituta que não precisou ter o trabalho de corrigir as tarefas e os pais, que puderam sossegar. O aluno, inclusive, sente-se à vontade para dizer que a semana dele foi excelente, pois a professora regente, ao adoecer, viabilizou a maravilha de semana desses três protagonistas. Que semana boa essa! Uma semana de paz; contudo, ao restabelecer-se, a professora vai dar continuidade à perturbação de todos os dias.

No segundo relato, a tarefa de casa é da mãe e da filha, ou melhor dizendo, de ambas e com igual responsabilidade - tanto é verdade que a mãe apaga os erros. Mas, nesse trabalho das duas, a mãe é mais competente que a filha, então as duas brigam e não se entendem.

No terceiro relato, com clareza, a tarefa não é de ninguém. Pode-se até jogar dois pontos da média fora, não faz mal. Aliás, pontos e média para quê? Qual é o valor dessa média? O que esse aluno vai fazer com essa média?

No quarto relato, a tarefa é do culpado que merece um castigo. A professora não tem nada com isso. Perder o que a escola tem de bom e só ficar com o ruim é o que vai ganhar o aluno. Quem sabe assim o aluno aprenda a fazer suas obrigações, mesmo que seja muito chato. (Será que a professora vai conseguir?)

O quinto relato vem para nos mostrar que o inferno pode estar mais cheio do que podemos imaginar de pessoas bem intencionadas. A tarefa escolar é dada para a criança fazer com a ajuda da mãe, já que o pai não tem mesmo. Apesar da professora já saber, de antemão, que nem a criança e nem a mãe conseguirão fazer a tarefa, mesmo assim, ela ainda é proposta para as crianças e suas pobres mães.

Lição de casa 
Escolhi discorrer sobre o tema a partir de depoimentos que fui colhendo ao longo de dois meses. Essas emoções e seus relatos foram surgindo no meu consultório, atendendo crianças e adolescentes e seus familiares; nas escolas públicas e privadas com as quais tenho contato e, até mesmo, via e-mail e em cursos e eventos. À medida que recebia os relatos fui observando que, apesar das teorias que embasam a nossa prática educativa, os testemunhos vinham inflamados de emoção e distantes das teorias preconizadas. Essa realidade vivida não corresponde ao que os educadores gostariam de viver. Encontrei no tema Lição de Casa uma realidade que é vivida/sofrida e distante da idealizada. E todos lamentam por esse desencontro. Poucas escolas, educadores ou crianças falaram bem e de forma construtiva dessa “tarefa”.

Poderíamos continuar analisando relatos e casos, e penso que se chegaria sempre à mesma conclusão: parece que a lição de casa está envolta em uma sombra que gera muita emoção e precisa ser clareada. Ela é, ou tem sido, em muitas escolas e famílias, uma tarefa que não tem servido para nada, e que não é responsabilidade de ninguém especificamente.

No bojo da discussão sobre os reais objetivos e função da tarefa de casa, ganha muita importância outra discussão, que acaba desviando o assunto: se lição de casa tem validade ou não. Ou, dizendo de outra forma, se os professores devem ou não dar tarefas para casa.

Nesse movimento, fica claro o desentendimento do objetivo e função da tarefa de casa e acaba ficando secundário saber em que consiste o processo de aprender de uma pessoa. Parece que muitos pais e educadores entendem que aprender é repetir, exercitar e fazer tantas vezes até memorizar. Nesse contexto, a tarefa de casa tem uma função e a forma como ela tem sido trabalhada justifica. Porém, se entendermos que aprender é um movimento em direção a um saber fazer, de forma reflexiva e consciente, ela torna-se uma tarefa em que o movimento é do aluno, como um descobridor e o ator principal dessa empreitada.

Em menor número, porém não menos importante, apareceram depoimentos em que os pais, ao serem inquiridos sobre o papel da tarefa de casa, revelam o desejo de que seus filhos tenham bastante tarefa, subtendendo que o fato de não terem trabalho para casa indica que a escola não está trabalhando o suficiente com seu filho. Na mesma linha de raciocínio, está a compreensão de que uma criança ou adolescente deve ser mantida ocupada para não incomodar e como se o volume das tarefas determinasse sua importância ou grau de aprendizagem.

Na tentativa de entender, consolar e direcionar 
Na tentativa de entender melhor o tema e ao mesmo tempo elucidá-lo, e diante de tantos desencontros, resolvi consultar especialistas na área da aprendizagem e que têm, além de notório saber, uma prática sobre o assunto. Obtive as seguintes respostas à pergunta ”A lição de casa serve para quê? E deve ser de quem?”

Respostas:

Como professora de língua Portuguesa e trabalhando há muitos anos com a formação de professores, tenho defendido a idéia de que lição de casa só tem sentido se for para que o estudante possa estabelecer relação do que foi refletido em sala de aula e necessita ser comprovado no uso ou na sua função social daqueles conhecimentos, conteúdos ou saberes. Em outras palavras: não acredito que tarefa de casa ensine! Ela somente consolida o que foi ensinado ou sensibiliza para o que será ensinado. Dessa forma, passar muitos exercícios repetitivos (verbos ou operações matemáticas) sobre algo que foi ensinado, de pouco adiantará, pois quem aprendeu, com uma boa mediação EM SALA DE AULA, resolverá todos os exercícios propostos. Já aquele que não inferiu sentido aos ensinamentos DE SALA DE AULA, precisará do auxílio de familiares para a realização dos deveres, descaracterizando, desta maneira, a função real de tal tarefa, que a priori, é do estudante e não de sua família. A responsabilidade da família deveria ser a de garantir acesso, tempo e espaços adequados para a realização dos trabalhos escolares. A responsabilidade, a criatividade, o interesse, a amplitude e a organização do trabalho já são requisitos que deveriam ser suscitados na escola.
Sandra Bozza, 2006. (*1)

A lição de casa a meu ver deveria ser uma tarefa importante, pois a partir dela o sujeito pode pensar resolver desafios, colher dados para desenvolver pesquisas e sistematizá-las na escola, além de exercitar sua responsabilidade como estudante, que possui compromissos e necessita aprender a realizá-los. No entanto, o que vejo em muitos casos são tarefas óbvias que têm como função apenas a repetição de atividades já realizadas na escola, com a intenção de fixar conhecimento, ou desenvolver hábito de estudo, porém com temas desvinculados da vida. Tenho visto também tarefas de casa muito inteligentes, que fazem pensar, que fazem os alunos irem além do conhecimento visto na escola, que desafiam
os alunos e alunas e que fazem pontes entre a escola e os fenômenos naturais e sociais que ocorrem no cotidiano. 
Na escola em que trabalho, por exemplo, estamos experimentando tarefas interdisciplinares que são interessantes e nós estamos construindo sua característica desde o ano passado; em outra escola, tenho presenciado um belo trabalho com consignas que fazem de fato o aluno desenvolver a autonomia de pensamento. Porém, em outras escolas, nas quais tenho clientes e posso acompanhar este item da aprendizagem, constato que uma grande maioria manda a lição de casa por terem herdado esta atividade de outros tempos, mas não fazem uma reflexão sobre isto.
Laura Monte Serrat Barbosa, 2006. (*2) 
Outra especialista assim respondeu:

Muito se tem falado em mudança de paradigma, na necessidade de se pensar o processo de avaliação de uma forma processual e contínua, em coerência com as estratégias de aprendizagem utilizadas pelo aprendiz. Salienta-se a função do educador como mediador de uma aprendizagem metacognitiva, do “aprender como aprendo”. Porém, na efetivação deste processo, percebo que o discurso “politicamente correto” não é coerente com as cobranças avaliativas do dia a dia da escola, como as lições ou tarefas de casa. Ao pontuar e quantificar estas tarefas, a escola e o educador perdem-se em uma prática enraizada nos seus próprios processos de aprendizes. A tarefa de casa, ao invés de ser organizadora de um conhecimento, torna-se uma “tarefa” árdua e desprovida de significado. Acredito que, para que se possa falar em mudança paradigmática, se faz necessário, antes de mais nada, mudanças atitudinais, tanto de quem aprende, quanto de quem ensina.
Sonia Küster, 2006. (*3)

Finalizo com o depoimento:

Aprender significa estar vivo e sempre aberto a outras possibilidades. Quando ressignificamos as informações que constantemente recebemos em conhecimento, a este caminho denominamos aprendizagem. 
Evelise Portilho, 2006 (*4)

 

Só me resta...
Acredito que a seqüência de depoimentos acabou problematizando, promovendo reflexões e, finalmente, propondo novos rumos. Sendo assim, só me resta encerrar desejando que pensemos com mais profundidade sobre a Lição de Casa, sob suas diferentes óticas, mas que, no entanto, compõe esse todo que é o universo do aprender e do ensinar.

No dia em que havia encaminhado esse texto para revisão, encontrei com uma jovem educadora e mãe de uma menina de 10 anos que, ao saber do tema do meu trabalho, assim profetizou: “Deus queira que você consiga iluminar esse item, a tal de tarefa de casa, tão árdua para a família e para a escola”.

Que o tema possa ser rediscutido nas escolas, entre os professores, aprendizes e familiares, como um instrumento de aprendizagem. E que as aprendizagens advindas dessa “tarefa” sejam todas benéficas, promotoras de autonomia, provocadoras de reflexões e conhecimento e, sobretudo, com temperatura emocional mais baixa e com mais luz para todos nós!

 

Isabel Cristina Hierro Parolin é Pedagoga, Psicopedagoga clínica e consultora de instituições públicas e privadas. Palestrante para pais e educadores. Autora dos livros Pais Educadores – É proibido Proibir? (Editora Mediação) e Professores Formadores: a relação entre a Família, a Escola e a Aprendizagem (Editora Positivo). Organizadora e co-autora de Aprendendo a Incluir e Incluindo para Aprender (Pulso Editorial).

*1 - Professora da Rede Municipal de Ensino de Curitiba, autora de obras técnicas e didáticas na área de Língua Portuguesa e professora de Pós-graduação na disciplina de Metodologia de Alfabetização.

*2 - Pedagoga, Psicopedagoga e Mestre em Educação. Autora de diversos livros e artigos e Coordenadora de Projetos de Aprender na Escola Terra Firme, em Curitiba. 
*3 - Pedagoga, Especialista em Psicopedagogia, Presidente da ABPp Seção Paraná Sul e Mestranda em Educação da PUCPR .

*4 - Pedagoga, Especialista em Psicopedagogia, Educação Especial e Grupos Operativos. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Professora Titular da Área de Educação da PUCPR. Professora do Mestrado e da Graduação na PUCPR. Pesquisadora e autora de artigos.
 
 
Matéria publicada na revista Direcional Escolas - edição 18 - julho/2006