Módulo VI - Prevenção ao uso de dependência
EDUCAÇÃO POR PROJETOS
Tema Transversal: DROGAS: ENTRE A VIDA E A MORTE
Nível de ensino: Educação Infantil e Educação Básica (Ensino Fundamental e Médio)
Autor
Prof. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto. Escritor, pesquisador e professor-palestrante. Drdo. Engenharia e Gestão do Conhecimento (EGC/UFSC) e Mestre em Educação Científica e Tecnológica (ECT/UFSC), com licenciatura em Física e Pedagogia (PUCSP). É fundador e atual diretor do Instituto para a Formação Continuada em Educação (IFCE). www.ifce.com.br E-mail:
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APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA PEDAGÓGICA DO PROJETO
Prezado(a) Colega Educador(a),
Processos educacionais pautados em projetos podem contribuir para que se alcance um maior e mais profundo envolvimento dos participantes, sua aprendizagem e o consequente desenvolvimento da consciência crítica, perante temas de maior complexidade e abrangência, como ‘drogas’ por exemplo.
Por estas e outras razões que venham contribuir para uma abordagem transversal, presente na perspectiva das disciplinas escolares, apresentaremos a seguir uma proposta para realização do Projeto Educacional ‘DROGAS: ENTRE A VIDA E A MORTE’, buscando contribuir com a iniciativa social ampla e crescente que se apresenta neste programa de ‘Prevenção ao Uso de Drogas e Dependência Química’.
Seguimos a disposição, para o que se fizer necessário.
Prof. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto, M.Sc.
Instituto para a Formação Continuada em Educação – IFCE
e-mail:
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Projeto Educacional
DROGAS: ENTRE A VIDA E A MORTE
A. Orientação Geral
Concebemos a arquitetura do projeto educacional, em consonância com as seguintes etapas:
I. Contextualização
II. Problematização
III. Investigação e Registro
IV. Publicação
B. Orientações Específicas
I. CONTEXTUALIZAÇÃO
Na contextualização do Projeto Educacional são apresentados aspectos que buscam evidenciar a exposição de risco a que crianças e jovens são submetidos, quando o assunto é a disseminação social das drogas, as quais podemos classificar, basicamente, entre lícitas e não lícitas.
O álcool, por exemplo, é uma droga socialmente acolhida e considerada lícita, mas não deixa de representar riscos e perigo para a juventude que tem demonstrado fazer uso dela a partir de faixas etárias cada vez menores.
Texto sugerido como forma de contextualização do tema, envolvendo:
a. Drogas Lícitas
Contextualização Social do Tema
A OMS (Organização Mundial da Saúde), em relatório apresentado no ano de 2007, atribuiu ao consumo de bebidas alcoólicas a morte de pelo menos 2,3 milhões de pessoas no mundo a cada ano. Essas mortes seriam causadas por problemas diversos relacionados ao consumo excessivo dessas bebidas. Acidentes de trânsito, queimaduras, afogamentos e quedas são fatalidades comumente ligadas ao consumo de bebidas alcoólicas. Doenças cardiovasculares, cirrose hepática e diversos tipos de câncer também estão relacionados ao consumo desse tipo de bebida. Além das mortes, o consumo exagerado do álcool foi responsável no ano de 2002, por exemplo, por um prejuízo de US$ 665 bilhões aos cofres do mundo todo. Embriaguês em público, mal trato infantil e violência doméstica são outros problemas sociais muitas vezes associados ao álcool.
E você: como encara e trata este assunto em sua vida?
b. Drogas Ilícitas
Contextualização Social do Tema
26/06/2009 | N° 11663
A DISSEMINAÇÃO DA DROGA ENTRE JOVENS
(ADAPTADO DE: OPINIÃO DA RBS)
Documento elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU) demonstra a necessidade de mais eficiência e eficácia nas campanhas de prevenção, para evitar que mais jovens continuem se escravizando ao vício, particularmente no caso de drogas com elevada capacidade de causar dependência e que costumam implicar danos sérios, muitas vezes irreparáveis.
A divulgação do Relatório Mundial sobre Drogas, neste ano, coincide com um momento em que os dados parciais até 2007 indicam uma expansão acentuada no consumo de drogas como o crack, na comparação com o ano anterior, conforme o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes.
Num país com as características do Brasil o combate às drogas precisa mostrar eficiência particularmente no que diz respeito à prevenção, para evitar o aumento do
número de usuários. Válida em relação a qualquer droga ilícita, a estratégia é particularmente necessária no caso do crack, pelos seus efeitos danosos à saúde dos usuários e pelo fato de as consequências se estenderem a familiares e pessoas próximas. Como adverte o secretário nacional de Políticas Antidrogas, general Paulo Uchôa, ainda que a repressão seja fundamental, os jovens precisam rejeitar o crack não por medo da polícia, mas por se mostrarem conscientes de seus riscos.
Fonte da gravura: blog.opovo.com.br
DROGAS
Sugestões complementares para acesso a Internet:
1. http://il.youtube.com/watch?v=4xGebAwew9w&feature=related (Simulação)
2. http://www.youtube.com/watch?v=KjGpbXkHJD4 (Mapeamento das Drogas)
II. PROBLEMATIZAÇÃO
Na problematização é apresentado um ou mais problemas que deflagram a pesquisa, propriamente dita. A resposta a um problema pode conduzir à produção de conhecimento, à tomada de consciência reflexiva da ação. Por isso se trabalha neste projeto com a metodologia de resolução de problemas.
A seguir são apresentados dois problemas, um se referindo a drogas lícitas e outro à ilícitas.
a. Drogas Lícitas
Problema Geral da Pesquisa:
Quais as alterações provocadas no organismo pelo consumo de bebidas alcoólicas?
b. Drogas Ilícitas
Problema Geral da Pesquisa:
Quais os efeitos das drogas sobre o organismo humano?
Problemas Complementares de Pesquisa
1. Quais os principais e mais comuns tipos de drogas ilícitas existentes?
2. Por que é difícil se libertar das drogas?
3. Como uma pessoa pode ser ajudada se for uma dependente de drogas?
III. INVESTIGAÇÃO E REGISTRO
A partir dos problemas formulados os estudantes podem trabalhar em grupos, formando equipes, para poderem buscar as informações essenciais que nos ajudarão a resolver os problemas propostos. Este é um processo investigativo que tem como uma de suas principais características pedagógicas a ação pró-ativa sobre o objeto de conhecimento, aspecto relevante quanto ao envolvimento dos estudantes e professor com o tema abordado. Como fonte de informação pode utilizada:
• Entrevistas com pessoas que já foram dependentes de drogas;
• Imagens e/ou textos de revistas, jornais e outras fontes;
• Imagens e informações obtidas na Internet;
• Diálogo com médicos, bioquímicos e especialistas da área de prevenção;
• Outras fontes confiáveis.
Para que os processos de investigação alcancem nível metacognitivo é fundamental que além de diálogos também sejam organizadas as informações, através de desenhos, texto e outras formas de representação simbólica, adequadas às faixas etárias das crianças. Metacognição significa ‘para além da cognição’, ou seja, a competência de conhecer o próprio ato de conhecer, ou, em outras palavras, tomar consciência, analisar e avaliar como se conhece e o que se conhece sobre alguma coisa ou processo.
IV. PUBLICAÇÃO
Publicar, isto é, tornar público representa o estágio final do projeto no qual a produção de conhecimento efetivada pelos participantes, durante o processo de pesquisa, possa ser socialmente compartilhada. Pode-se dizer que se trata de um processo de irradiação temática, onde outras pessoas que não puderam participar diretamente da ação terão a oportunidade de tomar ao menos ciência de aspectos relevantes do tema, o que poderá gerar interesse e motivação para um aprofundamento.
A publicação pode ocorrer de forma espontânea ou sistemática, através de diálogos (entre as crianças, seus pais ou familiares e amigos), ou por meio de momentos planejados, como uma exposição sobre o tema estudado, no qual serão organizadas maquetes, painéis e cartazes, textos e outros documentos iconográficos que possam auxiliar na disseminação das informações mais relevantes sobre o assunto tratado.
Considerações Finais
Para cada faixa etária e/ou série deve-se ajustar os aspectos essenciais de preposição da pesquisa, bem como os recursos mais adequados e ao alcance dos estudantes, professores e comunidade. A experiência docente poderá auxiliar nessas decisões de modo a garantir um nível de desafio cognitivo coerente e consistente com o perfil dos participantes. Algumas surpresas costumam ocorrer nesses processos, quando os estudantes acabam avançando para além das expectativas dos docentes e realizam, de fato, ações e produções significativas.
O tema, por ser recorrente permanentemente, pode ser revisitado ao menos uma vez a cada ano, de modo que os estudantes possam, em função do aumento da idade, série e outros aspectos sócio-cognitivos aprofundarem-se no mesmo, ampliando o potencial de enfrentamento para um dos mais graves problemas da atualidade, as drogas.
O combate ao uso de drogas com educação, consciência e atitudes é, antes, uma decisão de foro íntimo, mas que pode ser significativamente fortalecida por meio de ações como esta que se apresenta e outras, que venham ampliar a consciência crítica sobre o assunto.
* O termo metacognição foi introduzido na literatura em princípios dos anos 70 por Flavell (1971), que define inicialmente a metacognição como o conhecimento que se adquire a partir dos conteúdos e dos processos da memória. Posteriormente, em 1999, admitirá existirem aspectos da mente humana, além da memória, que contribuem ao conhecimento, como por exemplo, a aprendizagem significativa, a atenção, a linguagem, etc. Fonte: http://www.metacognicao.com.br/metacognicao.html









